Olá, meus amores!

Uma das melhores coisas de se ter um blog é a liberdade para desabafar aqui. Acabo não fazendo muito isso, mas acho importante deixar meu coração aqui às vezes, da minha forma favorita: escrevendo.


Na semana do Dia Internacional da Mulher, o Youtube promoveu uma série de vídeos sobre como é ser uma mulher fazendo vídeos. Eu convivo muito em ambientes feministas, e há muito tempo essa busca por direitos me faz refletir a todo instante. Eu achava que já entendia plenamente do que o Feminismo se tratava, mas nunca havia refletido sobre Empoderamento.

Assistindo os vídeos sobre o tema, eu reparei que NUNCA tinha pensado em feminismo no Youtube, e que, na verdade, era aí em que tudo o que eu sabia sobre Empoderamento não estava sendo usado. Tem dias que reflito e penso: Daiane, antes você sabia o que era ser empoderada, você reconhecia pessoas empoderadas, mas você não aplicava isso na sua vida.

Para quem está lendo até aqui e não entende do que eu estou falando, Empoderamento, para mim, é viver conforme as coisas que você quer, e não de acordo com o que os outros vão pensar. E eu, que dizia para todos aplicarem esta teoria, mal a estava utilizando. No fim das contas, todas as minhas decisões passavam pelo filtro das convenções sociais. E eu nunca havia reparado nisto.

E, gente, ser youtuber exige Empoderamento máximo. As pessoas te enchem de carinho e te derrubam ao mesmo tempo. Pensei: como faço para aguentar as críticas que só crescerão dia após dia? Como uma luz que se acende, eu disse para mim mesma: empodere-se.

Isso significa, na prática, o quê? Significa que quando eu ia fazer um vídeo, pensava coisas como "não mostra isso, as pessoas pensarão que você é pobre", ou "não fala deste tema, vão criticar você", ou até mesmo "não grava com a cara limpa, fica feio".

A crítica que mais me marcou foi uma que falava do meu quarto. A pessoa que escreveu certamente não sabia o dano que me causaria, nem que eu estava de TPM, nem que pensava diariamente em desistir de tudo. Eu havia acabado de redecorar o quarto, estava feliz com o resultado. A crítica me fez chorar e pensar em nunca mais gravar nele, nunca mais mostrá-lo. Hoje eu penso: é meu quarto, sabe? Ele está como EU gosto. Por que eu precisaria agradar todos os que o vissem? E por realmente pensar assim agora, é que te digo, ser pessoa pública exige Empoderamento.

Vamos a outro exemplo, mais "vida real". Reparei que sou apaixonada por batons, e 90% dos que tenho são de cores fortes. Porém, me maquio todos os dias para ir à faculdade, e NUNCA usava os batons coloridos (e favoritos); apenas os clarinhos e nudes. Por quê? No dia seguinte, passei meu batom mais amado, escuro, chamativo, e fui à aula, me sentindo linda e dona de mim.

Se você leu até aqui, te convido a refletir sobre como anda o seu Empoderamento, seja você mulher ou homem. Desculpem o textão, veio tudo do meu coração.

Quero ler o que vocês têm a dizer também. Comentem!
Um beijão, e até mais :)





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