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Olá, meus amores. Já faz um tempo que pensava em fazer um post deste tipo, por várias razões. Uma, é que, por mais que estudar às vezes nos canse, o curso que escolhi me fascina muito a cada nova aula. Duas, estou super naquela fase de decisão sobre qual segmento da Comunicação pegarei para minha carreira profissional, e juro a vocês que estou pensando muito sobre este assunto todo santo dia. E três, sou muito questionada sobre o porquê escolhi este curso, como fiz para me decidir no vestibular, e creio que um texto assim pode ajudar muita gente que está na dúvida sobre escolher essa área ou não.

Para quem não sabe, atualmente eu estou cursando o 5º período (de 8 no total) de Jornalismo na Universidade Federal de Pernambuco. Lembro como hoje do dia que fui na psicóloga da escola para fazer um teste vocacional super avançado que ela tinha em seu consultório. O teste gerava uns gráficos das áreas com que tinha mais afinidade (ganharam em disparada Linguística e Artes... Por que será, não é mesmo?), e ela leu para mim quais as profissões relacionadas a estas áreas. Eu já devia ter ouvido falar um milhão de vezes da opção de cursar Jornalismo, mas pela primeira vez prestei atenção e repensei se não seria a resposta que eu queria. Cheguei em casa, busquei o currículo do curso, e... MUITO AMOR ENVOLVIDO! Tipo, como eu não pensei nisso antes?

Então começou minha segunda batalha. Em Alagoas, apenas a UFAL de Maceió tinha o curso, e pude comprovar, visitando o local, que o curso lá não estava nos melhores dias. Fui atrás de ver como era na UFPE, e algo me fez ter a certeza de que eu queria estar aqui hoje. Claro que não foi fácil, passar no vestibular foi uma das coisas mais difíceis da minha vida; o que comentar sobre vir morar em Recife, assim, de repente? Hoje fico muito feliz por ver que todo o esforço valeu a pena, e que realmente me identifiquei com a área.

Deixando de blá blá blá, vamos às coisas que fazem dessa área uma das minhas maiores paixões:

1. Jornalismo é realmente liberdade de expressão. Aí você vai me dizer: "nada disso, o jornalista é oprimido pelos grandes meios...". Calma. Estou me referindo à experiência de estar estudando jornalismo. Se você tiver curiosidade sobre como são as aulas (creio que outros cursos de humanas sigam isso também), a gente discute muito mais do que aprende conceitos. Isso significa que a sala de aula é composta por várias formas de ver as coisas, e que cada visão dessa nos acrescenta. Ou seja, eu posso ter uma visão completamente diferente do meu coleguinha do lado, ou até mesmo do professor, e a gente não vai brigar. Ainda não entrei num veículo para saber como rola a liberdade dentro dele, mas todos os jornalistas experientes que conheço concordam que o ambiente de trabalho é muito mais livre do que divulgam.
2. Aprender que não existe uma verdade absoluta. Parece super clichê dizer isso, mas esse conceito se ampliou mil vezes mais para mim quando comecei a estudar sobre. Eu tinha muita dúvida sobre a ausência de imparcialidade, porque, na minha cabeça, existia uma verdade só, e se todo mundo pensa diferente, como chegar nela? Aí é que tá, não existe uma verdade única, e sim, uma em cada cabeça. Dai, por que isso é importante? Porque sabendo disso nós aprendemos a aceitar visões diferentes das nossas, julgamos menos as pessoas, derrubamos preconceitos.
3. Xô, elitismo! Isso me encantou desde a primeira aula. Claro que pode ser diferente em algumas faculdades, ams em geral, pelas razões que já citei, a galera não tá nem um pouco preocupada com tua condição social, econômica, religiosa ou sexual. Se quiser ir de biquíni ou de paletó, ok, você será tratado com respeito e sem olhares julgadores. Mesma coisa para cabelos, tatuagens, maquiagem... Você é livre para ser quem você é, e é respeitado por isso.
4. O ambiente é muito inspirador. E quando digo isso, falo desse clima que já mencionei; liberdade, pessoas diferentes e estilosas, ideias borbulhando. O CAC (Centro de Artes e Comunicação) é hoje um dos meus lugares mais amados no mundo, porque além de ter beleza natural, tem a galera das artes também... No hall, toda hora tem boa música, lindas obras de arte, exposições, fotografias... Como não amar?
5. São 4 anos de curso. Sim, um ano a menos que a maioria dos cursos. Julguem-me, mas amo a ideia de que ano que vem me formo!
6. Estudamos fotografia. Como não amar? Eu sempre fui apaixonaaaada por fotografia (e tenho reais intenções de me especializar), e meus olhos brilharam quando vi que o curso tem várias cadeiras sobre isso! Dispensa muitos comentários, é muito amor.
7. Existem mil opções de carreiras envolvidas. Incluindo a profissão blogueira (que se Deus permitir, será minha profissão *---*)!  As formas de Jornalismo que mais conhecemos são o que chamamos de hardnews, que é aquele jornalismo diário, de batente, de ir pra rua entrevistar e apurar. Porém, cada vez mais formas de mídia independentes surgem, e muita gente está empreendendo na área. Isso é muito legal! Eu mesma tenho bastante receio de ir para o hardnews, acho que não é meu perfil, e muitas vezes morri de medo de estar no curso errado. Hoje já sei que não, que podemos testar mil formas de jornalismo e nos encontrarmos nele.
8. Jornalismo é função social. Talvez você já tenha ouvido alguém dizer que o Jornalismo vai acabar com a chegada das redes sociais. Acredite, esse é um dos tópicos que mais estudamos e discutimos. Acontece que a chave do Jornalismo chama-se apuração. Ainda que milhares de pessoas compartilhem informações o tempo inteiro, alguém precisa filtrar e descobrir o que é relevante as pessoas saberem, e descobrir o que é verdade e o que é falso. Nosso trabalho é um dos maiores responsáveis pelo direito à comunicação, prescrito na Declaração dos Direitos Humanos. Quantas vezes a musiquinha do plantão da Globo (desculpa se você odeia a emissora... É só um exemplo), e correu na TV para saber o que aconteceu? Ou, quando alguém avisa algo super chocante que vai acontecer na cidade, você acredita de cara, ou vai pesquisar em algum lugar se é verdade?
Além disso, uma coisa dessa função social que me toca muito o coração, é como somos a voz de quem não é escutado. Já fiz matérias em que entrevistei pessoas com histórias revoltantes de descaso, e isso me motiva muito a ir atrás, denunciar, e conseguir mudar aquela história de algum modo.
9. A gente aprende muito todos os dias. Não há um só dia de trabalho em que não se aprenda algo, o que nos torna mesmo uma espécie de 'almanaque'. Além de aprender com experiências reais, de entrevistas, visitas a locais para apuração, etc., pesquisamos o tempo inteiro sobre o que vamos falar, ou escrever, para saber informar algo.
10. Somos o quarto poder. Essa é uma das frases que mais têm controvérsias, mas para mim ela é muito real. Um professor meu me disse que nosso trabalho é procurar problemas, "vigiar a sociedade", perceber o que está errado. E denunciar. A experiência de apurar e entrevistar as pessoas fortalece muito a minha ideia sobre a força que nosso bloquinho de papel tem. Quando você chega para investigar algo que está errado, e fala que é jornalista, vê claramente uma galera tremer na base. História rápida: meu trabalho atual é com monitoramento de redes sociais, e eu envio "alertas" para os clientes sobre postagens que podem viralizar e prejudicar a imagem da empresa. Minha chefe me disse: "Dai, presta atenção em postagens feitas por jornalistas... Você sabe, jornalistas são um perigo!".


E é isto, meus amores! Espero que vocês tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre esta área, e que me desculpem pelo tamanho do texto (rsrsrs). Um beijão, fiquem com Deus, e até logo :*


2 Comentários

  1. Daiane, é tão bom ver jovens entusiasmados com a profissão! Sou jornalista, decidi que era isso que eu queria aos 9 anos (tenho 34), e sinceramente escolheria o jornalismo mais um milhão de vezes! Sempre pensei que ia seguir pelos caminhos do jornalismo impresso, até produzir um documentário para meu TCC... me apaixonei por essa vertente e hoje trabalho com audiovisual. Acho que independente da área que você seguir, o mais importante, é nunca abrir mão da ética e do compromisso com a verdade. Precisamos de jovens dispostos a fazer um jornalismo sério e comprometido. Ahhh... vc tem razão, no jornalismo, nenhum dia é igual o outro! Uma delícia! Aprendemos muito e o tempo todo! beijos e parabéns pelo blog

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    1. Muito legal ver a opinião de outra jornalista sobre o assunto! Um beijão, te desejo tudo em dobro :)

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